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Um eclipse na Odisseia? O céu que pode ter marcado o retorno de Odisseu

Atualizado: 3 de ago.


A Odisseia, atribuída a Homero, nasceu em um tempo no qual astronomia, religião, navegação e interpretação dos sinais da natureza faziam parte de uma mesma forma de compreender o mundo. A astrologia como sistema organizado, com signos, planetas, casas e aspectos, ainda não existia da maneira como seria desenvolvida no período helenístico. O céu, contudo, já orientava viagens, marcava o tempo e participava da relação entre os acontecimentos humanos e a vontade dos deuses.


Entre todas as referências celestes presentes no poema, uma das mais intrigantes aparece no Canto XX, pouco antes da vingança de Odisseu contra os pretendentes de Penélope. Durante um banquete, o vidente Teoclímeno contempla uma cena que os demais parecem não perceber. Ele vê a noite cobrindo os rostos, sangue sobre as paredes, fantasmas descendo ao mundo dos mortos e, por fim, anuncia:

“And the sun has perished out of heaven and an evil mist hovers over all” (HOMER, 1919, canto XX, versos 356-357).

Em uma tradução livre: “O Sol desapareceu do céu e uma névoa funesta paira sobre todas as coisas”.


A imagem é forte o suficiente para levantar uma pergunta que atravessa séculos: Teoclímeno estaria descrevendo uma visão profética ou o poema conservaria a memória de um eclipse solar realmente observado?


Uma interpretação que começou na Antiguidade

A associação entre esses versos e um eclipse não nasceu com os pesquisadores modernos. Plutarco e Heráclito de Ponto já consideravam a possibilidade de a passagem fazer referência a um eclipse total do Sol. Outros comentadores antigos entendiam a escuridão de maneira simbólica: o Sol não teria desaparecido para todos, apenas para os pretendentes, cujo destino estava prestes a se cumprir (BAIKOuzIS; MAGNASCO, 2008).


Essa diferença permanece no centro do debate. Na cena, Teoclímeno é o único que enxerga a noite, o sangue e os mortos. Os pretendentes riem dele e afirmam que o ambiente continua iluminado. A passagem pode descrever uma experiência visionária na qual o desaparecimento do Sol anuncia o fim de um mundo. Também pode ter recebido sua força poética da lembrança de um eclipse, acontecimento capaz de transformar o dia em noite e causar profundo impacto em quem o presencia.


No final da década de 1920, Carl Schoch e Otto Neugebauer calcularam que um eclipse solar total havia atravessado a região do mar Jônico em abril de 1178 a.C. A data parecia especialmente atraente por estar próxima do período tradicionalmente relacionado às consequências da Guerra de Troia. A simples existência do eclipse naquela região, entretanto, não bastava para vinculá-lo à Odisseia.


A discussão ganhou novo fôlego em 2008, quando Constantino Baikouzis, do Observatório Astronômico de La Plata, e Marcelo Magnasco, da Universidade Rockefeller, publicaram um estudo examinando outras referências celestes presentes no poema.

O céu das últimas semanas da viagem

Baikouzis e Magnasco procuraram verificar se as demais informações astronômicas da Odisseia conduziam à mesma data sem que o desaparecimento do Sol fosse utilizado como ponto de partida. Para isso, examinaram todas as datas compreendidas entre 1250 e 1115 a.C.


Os pesquisadores organizaram uma cronologia das semanas finais da viagem de Odisseu. Consideraram a observação das Plêiades e de Boieiro, a aparição de Vênus antes da Aurora, a chegada da Lua nova e uma possível referência ao movimento de Mercúrio. Segundo os critérios adotados, somente uma sequência apresentou uma correspondência próxima: aquela que terminava em abril de 1178 a.C., justamente no dia de um eclipse total calculado para a região do mar Jônico (BAIKOuzIS; MAGNASCO, 2008).


O estudo original apresenta o eclipse como ocorrido em 16 de abril de 1178 a.C., segundo o calendário juliano proléptico. Algumas publicações, entre elas o artigo crítico de Peter Gainsford, utilizam a data de 26 de abril de 1178 a.C., correspondente a outra convenção de calendário. As duas datas se referem ao mesmo fenômeno astronômico, não a dois eclipses diferentes.


A reconstrução da trajetória de um eclipse tão antigo também depende das estimativas sobre a variação da rotação terrestre. Por essa razão, é mais rigoroso afirmar que, segundo os cálculos empregados pelos pesquisadores, a faixa de totalidade teria atravessado o mar Jônico, próximo de Ítaca.


Plêiades, Boieiro e a navegação de Odisseu

A primeira pista encontra-se no Canto V. Ao deixar a ilha de Calipso, Odisseu conduz sua embarcação durante a noite observando as Plêiades, Boieiro, a Ursa e Órion. Calipso havia recomendado que ele mantivesse a Ursa à esquerda durante a navegação.


O trecho revela um conhecimento concreto do céu: as estrelas não compõem apenas o cenário: indicam o caminho.


Cerca de 29 dias antes do eclipse de 1178 a.C., as Plêiades e Boieiro poderiam ser vistos durante o crepúsculo, enquanto a Ursa ocupava a região norte do céu. Essa configuração era compatível com a orientação descrita no poema. Sua ocorrência não era exclusiva daquele ano, pois Plêiades e Boieiro também podiam aparecer juntos em outras ocasiões, especialmente durante a primavera e o outono.


A pista oferece uma estação possível. Ela só adquire maior força quando combinada com as demais referências celestes.


Vênus como estrela da manhã

Outra indicação aparece no Canto XIII, quando o navio dos feácios se aproxima de Ítaca. O poema menciona a estrela mais brilhante que surge para anunciar a Aurora.

Essa estrela é geralmente identificada como Vênus em sua manifestação matutina. Cinco ou seis dias antes do eclipse de 1178 a.C., Vênus estaria bastante brilhante e suficientemente elevada no céu antes do nascer do Sol.


Baikouzis e Magnasco adotaram como critério uma visibilidade de aproximadamente noventa minutos antes da alvorada. O poema, contudo, não fornece o tempo exato, a altura de Vênus ou sua distância angular em relação ao Sol. Afirma apenas que a estrela matutina anunciou a Aurora.


A posição de Vênus é compatível com a cronologia proposta, porém não determina sozinha uma data específica.


A Lua nova no dia da vingança

Nos Cantos XIV e XIX, Odisseu, ainda disfarçado, anuncia que retornará quando a Lua velha desaparecer e a nova surgir. Essa informação é fundamental para a hipótese. Todo eclipse solar ocorre durante a Lua nova, quando Sol e Lua se encontram na mesma região do céu. Baikouzis e Magnasco interpretaram que a vingança contra os pretendentes aconteceria exatamente nessa transição lunar.


O termo grego relacionado ao período mencionado no poema, lykábas, é raro e possui tradução discutida. Dependendo do estudo ou da edição, pode ser entendido como mês, ano, ciclo ou passagem de um período. A frase pode indicar a chegada exata da Lua nova, porém também pode significar simplesmente que Odisseu retornaria antes do encerramento daquele ciclo.


A correspondência com a Lua nova fortalece a hipótese do eclipse. Sua precisão depende da interpretação adotada para o texto.


Hermes seria Mercúrio?

A parte mais ousada da pesquisa relaciona a viagem do deus Hermes ao movimento aparente do planeta Mercúrio. No início do Canto V, Hermes segue para o extremo ocidente, chega à ilha de Calipso para transmitir a ordem de Zeus e depois retorna.

Baikouzis e Magnasco propuseram que esse deslocamento poderia representar Mercúrio aproximando-se do extremo ocidental de sua trajetória aparente e iniciando seu movimento de retorno em direção ao Sol. O episódio teria ocorrido aproximadamente 33 dias antes do eclipse.


A hipótese acrescenta uma quarta pista à cronologia. Sua fragilidade está na ausência de evidências de que, no tempo de formação da Odisseia, os gregos representassem sistematicamente os movimentos dos planetas por meio das viagens dos deuses.

A identificação entre Hermes e Mercúrio tornou-se familiar em períodos posteriores. Sua utilização para interpretar uma narrativa homérica é possível, embora permaneça conjectural. Os próprios autores reconhecem o risco presente nessa associação.


Cinco planetas no céu durante o eclipse

O eclipse de abril de 1178 a.C. teria sido particularmente impressionante. Próximo do meio-dia, durante a totalidade, os cinco planetas visíveis a olho nu estavam distribuídos em um arco inferior a 90 graus da eclíptica:

  • Mercúrio;

  • Vênus;

  • Marte;

  • Júpiter;

  • Saturno.


Os pesquisadores calcularam as seguintes magnitudes aparentes:

Planeta

Magnitude aparente aproximada

Vênus

−4,0

Júpiter

−1,9

Mercúrio

−1,2

Saturno

+0,16

Marte

+1,3

Quanto menor ou mais negativa é a magnitude, maior é o brilho aparente. Vênus e Júpiter teriam grande possibilidade de se destacar durante a totalidade. Mercúrio também apresentava brilho considerável. A observação de Marte e Saturno dependeria da duração da totalidade, das condições atmosféricas e da adaptação dos olhos à mudança repentina da luminosidade.


Além dos planetas, a coroa solar se tornaria visível ao redor do Sol encoberto. A concentração de todos os planetas conhecidos a olho nu tornaria aquele céu ainda mais singular.


Do ponto de vista astronômico, essa configuração foi calculada. Do ponto de vista astrológico, teríamos uma conjunção entre Sol e Lua acompanhada de uma forte concentração dos cinco planetas tradicionais em uma parte relativamente pequena da eclíptica.


É preciso cuidado para interpretar esse céu segundo a astrologia que hoje conhecemos. O sistema helenístico de signos, casas, regências e aspectos ainda não havia sido organizado no período em que o acontecimento teria ocorrido. Uma análise astrológica retrospectiva exigiria definir o tipo de zodíaco empregado, considerar a precessão dos equinócios e evitar projetar conceitos posteriores sobre uma cultura anterior.


O dado mais seguro permanece astronômico: durante aquele eclipse, todos os planetas tradicionais estavam concentrados no céu. Curiosamente, o poema não afirma que os pretendentes ou Teoclímeno tenham visto esses planetas. A configuração torna o eclipse excepcional, porém não constitui uma confirmação textual independente.


As objeções à data de 1178 a.C.

Em 2012, o classicista Peter Gainsford publicou uma análise crítica da proposta. Ele reconheceu que a pesquisa de Baikouzis e Magnasco era mais sofisticada que as antigas tentativas de datar o retorno de Odisseu, mas mostrou que a convergência astronômica dependia de várias escolhas interpretativas (GAINSFORD, 2012).


A principal objeção está na natureza da visão de Teoclímeno. O vidente não contempla somente o desaparecimento do Sol. Ele vê sangue sobre a comida, lágrimas, fantasmas, paredes manchadas e pessoas descendo ao mundo dos mortos.


Se essas imagens pertencem a uma profecia, o desaparecimento do Sol também pode fazer parte da mesma linguagem simbólica. Para reconhecer um eclipse físico, seria necessário explicar por que apenas um elemento da visão deveria ser tomado literalmente.


A contagem dos dias constitui outro problema. A narrativa não funciona como um diário no qual cada deslocamento corresponde necessariamente a um dia completo. Existem ações simultâneas, passagens resumidas e possíveis intervalos não especificados. Qualquer alteração nessa cronologia modifica os cálculos relacionados a Vênus, Mercúrio e às constelações.


Também existem dúvidas sobre a estação do ano. A presença simultânea das Plêiades e de Boieiro pode indicar a primavera, utilizada na reconstrução de 1178 a.C., ou o outono. Algumas referências climáticas, agrícolas e sazonais da obra foram consideradas por outros pesquisadores mais compatíveis com o período outonal.


A alternativa de 1207 a.C.

A leitura outonal levou Stavros Papamarinopoulos e seus colaboradores a propor uma segunda data: 30 de outubro de 1207 a.C.


Nesse dia ocorreu um eclipse solar anular cuja faixa central atravessou outras regiões do Mediterrâneo oriental. Nas ilhas Jônicas, ele teria sido observado como eclipse parcial, com aproximadamente 75% do disco solar encoberto.


A reconstrução proposta situa:

  • a chegada de Odisseu a Ítaca em 25 de outubro;

  • a chegada de Telêmaco em 28 de outubro;

  • outros sinais celestes nos dias seguintes;

  • o eclipse e a morte dos pretendentes em 30 de outubro.


Os pesquisadores interpretaram algumas imagens do poema como possíveis manifestações astronômicas. No Canto XV, um falcão associado a Apolo carrega uma pomba e espalha suas penas pelo ar. A cena foi relacionada a uma chuva de meteoros cujo ponto radiante estaria próximo das Plêiades.


Os trovões ouvidos em determinadas passagens foram associados à explosão de grandes meteoros na atmosfera. Outras luminosidades foram aproximadas da luz zodiacal produzida pela poeira interplanetária. Os autores também examinaram a possível presença de bólidos e fragmentos de meteoritos (PAPAMARINOPOULOS et al., 2013).


Essas associações são instigantes, porém dependem de transformar imagens narrativas e presságios tradicionais em registros de fenômenos físicos. As penas podem lembrar meteoros, embora o texto apresente claramente uma ave de presságio. Um trovão em céu limpo pode ser provocado pela explosão de um bólido, mas no poema ele é enviado por Zeus como resposta a uma oração.


Também é muito difícil reconstruir uma chuva de meteoros ocorrida há mais de três mil anos. As órbitas dos cometas e dos fluxos de partículas sofrem alterações causadas por perturbações gravitacionais e perda de material. A identificação de uma chuva específica naquela data possui margem de incerteza muito maior que o cálculo de um eclipse.


O eclipse de 1207 a.C. realmente existiu

A ocorrência astronômica do eclipse de 30 de outubro de 1207 a.C. foi confirmada por outros cálculos. Colin Humphreys e Graeme Waddington estudaram o mesmo fenômeno em relação a uma passagem do livro bíblico de Josué e à cronologia egípcia. Os pesquisadores calcularam que a faixa de anularidade atravessou Canaã no período da tarde. Na região analisada, aproximadamente 86% da área do disco solar teria sido ocultada pela Lua. O eclipse produziu uma redução intensa da luminosidade, seguida por uma breve recuperação antes do pôr do Sol, fenômeno descrito pelos autores como uma espécie de “duplo crepúsculo” (HUMPHREYS; WADDINGTON, 2017).


Esse estudo confirma que o eclipse ocorreu e oferece uma reconstrução baseada em modelos astronômicos da Lua, do Sol e da rotação terrestre. Ele não comprova que o acontecimento tenha sido registrado na Odisseia. A relação com o poema é proposta por Papamarinopoulos e seus colaboradores, seguindo outra linha de investigação.


Qual das duas datas é mais convincente?


A data de 16 de abril de 1178 a.C. apresenta a correspondência astronômica mais impressionante:

  • eclipse total na região do mar Jônico;

  • Lua nova;

  • Vênus como estrela da manhã;

  • possível visibilidade simultânea das Plêiades e de Boieiro;

  • todos os planetas tradicionais concentrados em menos de 90 graus da eclíptica.


Sua fragilidade está na interpretação do texto. As referências não possuem toda a precisão atribuída a elas pelo cálculo. A identificação de Hermes com Mercúrio pertence à parte mais especulativa da proposta.


A data de 30 de outubro de 1207 a.C. apresenta melhor correspondência com uma leitura outonal da narrativa. Sua principal dificuldade está na intensidade do eclipse observado nas ilhas Jônicas. Um encobrimento de aproximadamente 75% do Sol produziria uma alteração perceptível da luminosidade, mas não a escuridão profunda característica de uma totalidade. A expressão “o Sol desapareceu do céu” parece combinar melhor com um eclipse total. A proposta de 1207 a.C. também depende de um número maior de interpretações simbólicas. Penas tornam-se meteoros, trovões transformam-se em explosões atmosféricas e imagens luminosas são aproximadas da luz zodiacal. Essas leituras merecem ser conhecidas, porém precisam permanecer apresentadas como hipóteses.


Memória celeste ou data histórica?

A questão central talvez esteja além da escolha entre 1178 e 1207 a.C. A Odisseia pode ter conservado, por meio da tradição oral, a memória de um céu observado muito antes de sua redação.


Um eclipse total é uma experiência capaz de permanecer na memória coletiva. O dia escurece, a temperatura se modifica, os animais alteram seu comportamento e os astros mais brilhantes podem surgir no céu. Em uma cultura na qual os fenômenos celestes eram compreendidos como sinais divinos, um acontecimento assim dificilmente passaria sem deixar marcas.


A tradição oral, entretanto, não funciona como um arquivo astronômico moderno. Ela preserva, transforma, reúne e reorganiza experiências. A referência ao desaparecimento do Sol pode guardar a lembrança de um eclipse sem que todas as posições celestes mencionadas no poema pertençam ao mesmo dia.


O poeta pode ter unido conhecimentos de navegação, observações sazonais, fases da Lua, práticas de interpretação de presságios e uma antiga memória de eclipse para construir o momento do retorno de Odisseu.


A data de abril de 1178 a.C. permanece como a hipótese mais impressionante. Ela reúne um eclipse total sobre o mar Jônico, a Lua nova, Vênus matutina, a possível visibilidade das Plêiades e de Boieiro, além de todos os planetas conhecidos a olho nu concentrados no céu. A beleza dessa coincidência merece atenção. Sua transformação em prova histórica exigiria aceitar como exatas algumas informações apresentadas poeticamente.

Talvez a maior contribuição desse debate esteja em mostrar que o céu da Odisseia está longe de ser um simples cenário. Ele conduz o viajante, organiza o tempo, comunica a vontade divina e anuncia a mudança de uma ordem.


Quando Teoclímeno declara que o Sol desapareceu, ele contempla o fim dos pretendentes e o retorno daquele que recuperará seu lugar. Tenha ocorrido em 1178 a.C., em 1207 a.C. ou somente no universo simbólico do poema, o eclipse marca uma passagem. Uma luz se apaga para que outro tempo possa começar.


Se o eclipse presente na Odisseia nos leva a pensar no céu como memória, narrativa e marca de um retorno, o eclipse solar total de 12 de agosto convida a outra experiência: voltar o olhar para dentro antes que a luz se apague. Essa dimensão simbólica e vivencial está no texto Antes que a luz se apague: um rito interior para o eclipse de 12 de agosto, publicado no Arqueologia Espiritual, uma leitura que amplia a reflexão iniciada aqui.


Referências


BAIKOuzIS, Constantino; MAGNASCO, Marcelo O. Is an eclipse described in the Odyssey? Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America, Washington, DC, v. 105, n. 26, p. 8823-8828, 2008. DOI: https://doi.org/10.1073/pnas.0803317105. Disponível em: https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.0803317105. Acesso em: 21 jul. 2026.


GAINSFORD, Peter. “Odyssey” 20.356-57 and the eclipse of 1178 B.C.E.: a response to Baikouzis and Magnasco. Transactions of the American Philological Association, Baltimore, v. 142, n. 1, p. 1-22, 2012. DOI: https://doi.org/10.1353/apa.2012.0006. Disponível em: https://openaccess.wgtn.ac.nz/articles/journal_contribution/Odyssey_20_356-57_and_the_Eclipse_of_1178_b_c_e_A_Response_to_Baikouzis_and_Magnasco/29118482. Acesso em: 21 jul. 2026.


GUGLIELMINO, Salvo L.; CIPOLLA, Paolo B.; RIZZO GIUDICE, Innocenza. Astronomy in the Odyssey: the status quaestionis. In: ORLANDO, Andrea (org.). The light, the stones and the sacred: proceedings of the XVth Italian Society of Archaeoastronomy Congress. Cham: Springer, 2017. p. 165-180. DOI: https://doi.org/10.1007/978-3-319-54487-8_10.

HOMER. The Odyssey. Translated by A. T. Murray. Cambridge, MA: Harvard University Press; London: William Heinemann, 1919. 2 v. Disponível em: https://www.theoi.com/Text/HomerOdyssey1.html. Acesso em: 21 jul. 2026.


HUMPHREYS, Colin J.; WADDINGTON, W. Graeme. Solar eclipse of 1207 BC helps to date pharaohs. Astronomy & Geophysics, Oxford, v. 58, n. 5, p. 5.39-5.42, 2017. DOI: https://doi.org/10.1093/astrogeo/atx178. Disponível em: https://academic.oup.com/astrogeo/article/58/5/5.39/4159289. Acesso em: 21 jul. 2026.


PAPAMARINOPOULOS, Stavros P. et al. The anatomy of a complex astronomical phenomenon described in the Odyssey. Mediterranean Archaeology and Archaeometry, [s. l.], v. 13, n. 2, p. 69-82, 2013. Disponível em: https://www.maajournal.com/index.php/maa/article/view/987. Acesso em: 21 jul. 2026.

 
 
 

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